Toquim Barreto passou pelo automobilismo desportivo, numa curta carreira de apenas três anos, quando se esperava que Toquim seria um dos melhores pilotos Portugueses, uma desgraça aconteceu que pôs fim a sua carreira.
Ele iniciou a sua carreira na competição automobilística em 1954, com apenas 23 anos, na VI Volta a Portugal, que fora organizada pelo clube "100 à Hora" onde conquistou o 1º Lugar enfrentando vários veteranos e ele sendo apenas um estreante.
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Em 1955 classificou-se em 7º lugar no G.P. de Portugal, em 10º no G.P. de Lisboa, em 2º na Rampa da Penha em Guimarães e em 1º , na classe, num Quilómetro de Arranque.
Em 1956, no G.P. do Porto obteve o 4º lugar com um Ferrari 750 Monza (spider Scaglietti).
Toquim iniciou a sua carreira Internacional nas “10 horas de Messina” onde conquistou o 3º Lugar do podium com o Ferrari 500 TRC que havia comprado.
Numa entrevista dada ao “Volante” em 15 de Setembro de 1956 ele referiu , “ Que iria correr, oficialmente pela Ferrari.” o que fez com que o entrevistador ficasse bastante admirado e ele voltou a confirmar que “Em Messina ainda não é oficial mas já estava a correr pela Ferrari”.
No dia 16 de Setembro Toquim voou ate Itália onde prestou treinos na grandiosa equipa da Ferrari.
Em 23 de Setembro de 1956 Toquim participou em Saint-Etienne no prova de circuito, onde correu oficialmente pela equipa Ferrari.
Toquim estava destinado a ser o Primeiro Português na Formula 1 a correr pela equipa Italiana, onde poderia ter chegado aos lugares cimeiros, ... no dia 30 de Maio de 1957, nas "6 Horas de Forez", esperou-lhe um destino que terminaria com todos os sonhos de Toquim.
Quando Toquim ia no 3º lugar o piloto Piero Carini que ia na 2ª Posição embateu contra a barreira o que fez com fosse embater contra o carro de Toquim a mais de 200 Km/h provocando a morte dos dois pilotos.
Toquim faleceu não devido a falha mecânica nem humana mas porque aquele local seria o da morte dele. Terminaria assim a carreira do piloto Português que poderia ter sido o 1º piloto a correr pela Ferrari e conquistar os lugares cimeiros.
No dia do seu funeral existiu uma grande homenagem na sua terra natal onde o caixão de Toquim foi transportado em ombros até ao seu ultimo descanso. Entre as muitas flores que juncavam a sepultura, destacavam-se duas coroas pelo seu significado: a da família do malogrado Piero Carini falecido no mesmo acidente e a de Enzo Ferrari que, assim, prestava a última homenagem a este fugaz representante do "cavallino rampante".
No livro dos pilotos que passaram pela Ferrari esta lá escrito a frase que descreve António Borges Barreto, o lendário Toquim:
"...AVEVA CORAGGIO E PASSIONE: É MORTO A SOLI 26 ANNI..."
Fontes de dados Paulo Piçarra.”diário do sul”
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