12
Jan
Uma questão de faisca (Parte 2)

Antes de efectuar o diagnostico as velas, deve aquecer o motor num percurso generoso, aplicando os diversos estados de carga. Mas atenção cabeças em alumínio deve se deixar arrefecer um pouco antes de remover as velas.

Estado normal:
O isolador (Figura 3) tem uma cor de castanho claro ou cinzento claro até cinzento amarelado. Se o eléctrodo (Figura 1) não mostrar sinais de desgaste ou danos mecânicos, está tudo em ordem.
Follow up:

Com carvão:
Uma cor de carvão preto indica uma mistura excessivamente rica. O cilindro está a queimar mal. Conforme o aspecto das outras velas podem-se retirar varias elazões sobre as razões.
Começando com uma manutenção descuidada como um filtro excessivamente sujo, defeitos no carburador (Botão do ar preso, etc..) até peças inadequadas (gigler's ou agulhas) ou afinações erradas. Portanto uma infinidade de causas.
Mas também pode estar tudo em ordem, a viatura tem sido somente utilizada em percursos muito pequenos. Nesse caso a vela não atinge a sua temperatura normal de funcionamento para se auto limpar e cria carvão. Neste caso a vela tem um valor térmico muito fria, portanto um valor numérico da vela demasiado elevado. Para diversos tipos de motor os fabricantes autorizam dois tipos de velas.

Com óleo:
Se a vela apresentar vestígios de óleo ou carvão de óleo. As razões são evidentes. Excesso de óleo na câmara de combustão. Na melhor das hipóteses o nível do óleo esta muito elevado no caso de motores a dois tempos a mistura muito elevada. Se isso não for a origem a solução do problema sairá caro, por que a origem demonstra problemas mecânicos: segmentos desgastados, cilindros e guias das válvulas a pedir especial atenção. Mas as vezes chega a substituição dos retentores das válvulas.

Velas vidradas:
O isolador (Figura 3) apresenta uma cobertura vidrada de cor castanho, amarelo e verde.
Nesse caso evite a utilização de aditivos com chumbo na gasolina.
Esta cobertura tende em cargas maiores a ser condutor, o que pode perturbar a ignição. Este vidrado ao contrario das outras sujidades não pode ser removido com uma escova de latão. A solução, velas novas e evitar o uso de aditivos.

Vela com deposito:
Depósitos em diversos pontos da vela tem a sua origem nas ligas dos óleos que deixam depósitos na câmara de combustão e na vela. Estes depósitos soltos que chegam a ter um aspecto de escoria podem provocar pré-ignição com a consequente perda de potencia até graves estragos no motor. Se por parte do motor se apresentar tudo bem, bastara mudar as velas e utilizar outro óleo para por fim a este sintoma.

Vela com eléctrodo (Figura 1) derretido:
Trata-se de um sinal nada bom. Quando o eléctrodo apresentar um aspecto de uma couve-flor, pode estar feliz se as descontroladas pré-ignições ainda não terem queimado um buraco no Piston.
Possível problema: ponto da ignição muito adiantada, mistura muito pobre ou defeitos nas válvulas. Também é possível que a octana da gasolina ou o valor térmico da vela serem muito baixas.


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